Cientistas simulam o envio de uma partícula ao passado no fluxo de tempo quântico

Posted by ORN on March 22, 2019 in Posts | Short Link

Um estudo responsável por desenvolver um algoritmo capaz de simular como seria o retorno de uma única partícula ao passado possibilitou uma nova visão sobre o assunto. Os caminhos observados para a exploração total do Fluxo de Tempo Atrasado observado em sistemas quânticos apresentaram novos resultados após a simulação do envio de uma partícula ao passado. As notícias sobre este estudo também abrem novas portas para outras pesquisas visando a criação de programas para computadores quânticos que ainda não foram criados.

Os seres humanos marcam os dias e as horas por meio de relógios, calendários e anotações, mas, de acordo com os cientistas, a precisão dos relógios comuns perdem em comparação ao imediatismo de um medidor quântico. Além disso, olharmos para o tempo e vermos que nossas rugas ou uma xícara quebrada não podem mais voltar para sua forma original, dá uma noção de uma linha contínua de eventos que ocorreram e não mais podem ser desfeitos. Mas será que realmente esses eventos não podem ser desfeitos?

Cientistas internacionais que seguem com uma pesquisa sobre o assunto estão estudando o fato inédito de alterar o fluxo de tempo atrasado observado em sistemas quânticos. O estudo tem o DOE (Departamento de Energia dos Estados Unidos) na liderança e foi divulgado primeiramente na Scientific Reports e logo em seguida em sites relacionados com o assunto.

“Os resultados do estudo dão uma ideia da irreversibilidade resultante da medição, destacando o papel que o conceito de ‘medição’ desempenha na própria fundação da física quântica. Neste momento, é muito difícil imaginar todas as implicações que isso pode ter. Estou otimista e acredito que serão muitas. Essa foi a parte essencial do nosso algoritmo. Medimos o estado do sistema no início e no final, mas não interferimos no meio.”, disse um dos membros do estudo Gordey Lesovik, do Instituto de Física e Tecnologia de Moscou.

Esse importante estudo também aponta para a questão: será que agora os pesquisadores conseguirão tornar uma pessoa mas jovem ou tornar uma xícara quebrada intacta novamente? Essas ainda são questões longe de serem respondidas, e “talvez possam um dia ser respondidas se tivermos mais financiamentos”, brinca Valerii Vinokur, um dos cientistas envolvidos com o estudo.

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